segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Como “punir” um personagem numa aventura de RPG?

Não! Eu não estou falando em perseguição de personagem ou jogador por coisas que acontecem em OFF… se bem que tem alguns jogadores que são tão chatos que as vezes tá vontade de sacanear o personagem do cara para ver se ele aprende. Rsrsrsrs

Bom, mas voltemos ao post. Este tema me veio a mente a partir da discussão que surgiu no post Sou Mestre, mas não mato os PdJs dos Jogadores! Postado no blog Zona Neutra.


Lembre daqueles dias que o grupo ou um jogador em particular resolver fazer as piores escolhas possíveis. Ou então se lembre daquele cara que a maioria das pessoas intitula como um jogador sem o mínimo do que chamamos bom senso, ou o: Sem Noção! É para estas situações que estou escrevendo este post! Para estabelecer um diálogo com os 1d2 leitores do blog! Por isso fique a vontade em contribuir com idéias ou exemplos na seção dos comentários deste post… ah aproveita que você está por aqui e dê uma lida (se for do seu interesse) no primeiro artigo da Iniciativa GURPS que foi publicada recentemente aqui no Blog!

Voltando novamente no assunto: para manter uma verossimilhança na aventura e no mundo que o mestre criou ele não pode passar a mão na cabeça do personagem se o jogador fez más escolhas durante a aventura. Não quero dizer com isso que você de cara tem que matar o personagem do Infeliz. Nada disso, matar o personagem serve para aqueles dias que o cara ta azarado e só tira falhas criticas no dado ou então os monstros resolveram tirar sucessos decisivos um atrás do outro em cima do infeliz… e pode acreditar vai ter um dia que estas situações probabilísticas vão se juntar as estupidez do jogador… ai meu amigo não tem jeito… mata o personagem e manda fazer outra ficha…. ou então faz o grupo todo se mobilizar para ressuscitar o infeliz se a sua aventura comportar este tipo de coisa…

Então como punir um personagem por suas más escolhas? Simples, a toda ação corresponde uma reação. Mas qual reação você me pergunta? Qual o contexto das más escolhas… foi algo mais simples como “burrice” durante um combate? Deixe um personagem com uma cicatriz ou perda de um membro… quem sabe você até não anima em criar uma tabela a lá cicatriz de batalhas de Lobisomem o Apocalipse! Neste sentido, o resultado pode ser pior que a morte… por exemplo, na tabela que citei tinha o resultado 11 (Ah… bem! Tenho uma boa e uma má noticia. A boa notícia é que você se tornou mais resistente a seduções pelo sexo oposto… a má noticia e que você nunca mais poderá ter filhos…). Umas outra opção neste caso seria deixar um NPC que estava presente na luta morrer por causa das ações do personagem. Nesta segunda opção pode ser porque o personagem falhou em proteger o NPC ou porque o NPC se sacrificou para salvar o personagem. Neste momento alguns mestres vão protestar: mas eu não queria que aquele NPC morresse, ou não neste momento. Não se apegue aos NPCs desta forma… ou faça algo ainda mais dramático. Elimine o NPC de forma que os personagens não possam levar o corpo… depois você pode fazer o NPC voltar como um morto vivo (de preferência com consciência)! Agora se as más ações do personagem não estão restritas ao combate e podem ter desdobramentos morais! Ai as punições precisam ser mais elaboradas e de acordo com a gravidade da situação. Primeiro pense como a sociedade em que personagem está inserida reagiria aos atos. Ele seria denunciado para as autoridades? Ele seria preso? Linchado? Seria exilado? Teria um julgamento? Seria condenado a morte? Seria posto uma recompensa pela sua cabeça? Tal recompensa seria maior se ele fosse trazido com vida?

E o restante do grupo? O que acha das ações do personagem? Eles concordam? Se eles não concordam o personagem poderia se redimir perante os companheiros de aventura? E perante a sociedade? Existiria algum ato que anularia o que o personagem fez?

Como podemos perceber existem várias formas de lidarmos com atitudes sem noção cometidas por jogadores… Sendo assim antes de matar o personagem pense nas possibilidades:

Prisão;
Julgamento;
Prisão com trabalhos forçados;
Prisão seguido de execução;
Prisão seguido de Exílio;
Uma vida de fugas tendo a cabeça a prêmio;
Perda de um membro, ou uma cicatriz de batalha;
Perda de itens mágicos;
Morte de um NPC que acompanha o grupo;
Morte do NPC e este volta como Undead inteligente ou um fantasma no futuro;

Haverá alguma maneira do personagem se redimir? Para finalizar este post vou comentar um caso que aconteceu em uma mesa de jogo de D&D 3.5 que narrei há alguns anos atrás.

Uma Paladina de Heironeous começou a querer converter os personagens dos outros jogadores e alguns NPCs bem ao estilo Igreja evangélica… ela fez isso durante algumas secções e consegui levar a Barda do grupo para o seu” lado”. Neste contexto, tive que conversar com a jogadora da Paladina e da jogadora da Barda. Queria saber se converter os outros seria um dos objetivos principais das personagens dela! Com as respostas afirmativas das duas e vendo que esta atitude começou a distoar do que se esperava de uma Paladina de D&D 3.5 que seguia Heironeous bolei uma trama. A Paladina começou a ter sonhos e ver uma espécie de Avatar que a incentivava cada vez mais a se “fanatizar”! com o passar do tempo os outros jogadores do grupo que não se converteram começaram a achar a mudança de comportamento dos convertidos muito estranho. No final os convertidos descobriram que estavam sendo manipulados por Hextor (arquiinimigo de Heironoues) . Quando a trama foi revelada a Paladina (agora uma Paladina caída) e os convertidos tiveram que escolher se redimir ou passar para o lado negro da força. Eles acabram pó se redimir… um caminho árduo que teve como uma das punições a perda de nível e atos para redimirem aos olhos de Heironeous e dos companheiros de equipe.

Bom é isso! Conte pra nós agora o que você já fez ou faria para lidar com situações como esta em sua mesa de jogo! Se você não mestra… pode contar algum caso de seu grupo e como o mestre reagiu!

Nenhum comentário:

Postar um comentário